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Quadrilha de contrabando de cigarros sediada na região é alvo de operação

Postado dia 18/11/2021

Quadrilha de contrabando de cigarros sediada na região é alvo de operação

Polícia Federal cumpriu 29 mandados em nove cidades, entre elas, Tenente Portela e Três Passos no RS, visando desarticular organização que movimentou mais de R$ 60 milhões

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 18, a Operação Carcinoma, para desarticular organização criminosa especializada em contrabando de cigarros do Paraguai, com atuação em toda a região Sul do Brasil.

Na ação, 80 policiais federais e 10 policiais rodoviários federais cumprem 10 mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão, nas cidades gaúchas de Tenente Portela e Três Passos, em Santa Catarina nos municípios de Chapecó, São Miguel do Oeste e Cordilheira Alta, e no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Umuarama e Floresta. Também são executadas ordens judiciais para sequestro de veículos e valores em contas bancárias em virtude da prática de lavagem de dinheiro pela organização criminosa.

 A investigação teve início em 2018, a partir da troca de informações entre a Polícia Federal de Santo Ângelo e o Serviço de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal de Sarandi. A partir desse momento, as investigações ocorreram de maneira conjunta pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

A apuração identificou a atuação de grupo criminoso organizado, baseado na região noroeste do Rio Grande do Sul, especializado no contrabando de cigarros paraguaios em larga escala. Nesse período, em 29 flagrantes, foram apreendidos cerca de 12 milhões de maços de cigarros estrangeiros, 33 caminhões, oito automóveis e presas 44 pessoas. O valor estimado da mercadoria apreendida é de aproximadamente 60 milhões de reais, com aproximadamente R$ 30 milhões em tributos sonegados.

Inicialmente, a organização criminosa utilizava caminhões registrados em nome dos próprios motoristas responsáveis pelo transporte dos cigarros contrabandeados. Com a sequência de prisões em flagrante e apreensões, o grupo passou a contratar “laranjas” para registro dos seus veículos, pagando uma espécie de “aluguel” mensal pelo nome emprestado à organização criminosa, sendo que alguns sequer possuíam carteira de habilitação.

 

*Com informações de Folha do Noroeste

Foto: Polícia Federal

 

Martinho
Francisco.

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