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Exportações movimentam R$ 460 milhões em Seberi

Postado dia 08/04/2021

Exportações movimentam R$ 460 milhões em Seberi

Comercialização de carne suína para mercado asiático quebra recorde em 2020 e confirma China como principal parceira comercial

Após décadas se destacando pela produção de suínos, a região vem conquistando crescimento significativo na industrialização da matéria-prima, agregando valor com a exportação. A pujança do setor foi reafirmada com a divulgação de dados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que mostraram a quebra do recorde de exportações no município de Seberi, relativos à atividade econômica de 2020.

Depois de atingir níveis históricos em 2019, as exportações do produto processado em Seberi não apenas foram maiores no ano passado, como representaram um aumento de 167% em relação ao período anterior. Em plena pandemia, o setor da proteína animal seberiense movimentou quase 72 milhões de dólares, cerca de R$ 460 milhões na cotação atual, mantendo o município entre os 30 do Estado que mais realizam exportações.

 

O porquê do interesse asiático

Cada vez mais presente no cotidiano do brasileiro, o mercado chinês se mostrou, de longe, o principal comprador da carne suína processada em solo seberiense. Só no ano passado, o país comprou 80% dos produtos exportados a partir de Seberi, totalizando US$ 57 milhões. O restante se dividiu entre outras potências asiáticas, como Japão e Hong Kong.

Embora os números sejam positivos para toda a cadeia produtiva de suínos em Seberi e na região, a razão principal por trás das compras feitas pelo mercado asiático significam que a relação comercial pode ter prazo de validade. China e países vizinhos só passaram a comprar a carne suína brasileira em grandes quantidades depois de 2018, quando a Peste Suína Africana atingiu a produção de porcos em solo chinês, como explica o empresário do setor, Leonir Balestreri.

– Até 2018, a cada 10 suínos produzidos no mundo, cinco eram da China. Mas com a PSA 50% do plantel de suínos chinês teve de ser dizimada, sacrificada, a fim de extinguir a peste. A peste se estendeu para diversos países asiáticos. Se olharmos que a China perdeu 50% de seu plantel, então chegamos na conclusão de que o mundo perdeu 25% da produção de carne suína. A partir do ano de 2019, o preço do quilograma do suíno chegou a um valor nunca visto, assim os suinocultores tiveram lucros extraordinários e também toda cadeia, inclusive os frigoríficos que exportam pra China e países vizinhos – relata o empreendedor com vasto conhecimento no mercado.

 

 

 

Com informações de O Alto Uruguai

Foto: Reprodução/ Novo Rural

 

Martinho
Francisco.

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