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Agricultores vislumbram oportunidades com a pitaia

Postado dia 06/04/2021

Agricultores vislumbram oportunidades com a pitaia

Uma fruta exótica e com diversos benefícios à saúde, a pitaia tem chamado atenção para investimentos no Norte gaúcho, onde tem ganhado espaço nas propriedades rurais como alternativa de renda e propiciado vislumbrar novos negócios.

Para aguçar a imaginação e o paladar de quem nunca experimentou, a pitaia lembra muito a textura e o sabor do kiwi, só que menos adocicada. Exótica e saudável, a pitaia, também chamada de fruta do dragão por conta da casca escamosa, é uma fruta que tem chamado atenção de agricultores como alternativa de renda e para diversificação de atividades no Rio Grande do Sul, especialmente na agricultura familiar.

No Norte do Estado, o mercado para a fruta está em ascensão, mas tendo em vista o valor agregado desta e o aumento do consumo de alimentos funcionais à saúde pela população, agricultores já estão dando um passo à frente e investindo na cultura, inclusive, o cultivo da pitaia tem chamado atenção de jovens agricultores e para a integração da cultura com outras atividades, a exemplo do turismo rural.

Na terra das pedras ametistas, fruta também pode ser atração turística

O município de Ametista do Sul/RS é conhecido nacionalmente pela extração de pedras ametistas, que fomenta o turismo regional. Por lá, a fruticultura é o alicerce da agricultura e o destaque vai para a produção de uvas, em que o município se destaca como um dos maiores produtores da fruta do Médio Alto Uruguai. Nos últimos anos, o setor agropecuário também vem demonstrando protagonismo na diversificação de atividades. Esse movimento pode ser comprovado pela família Isoton, que em 2017 implantou um pomar de pitaias no município e, recentemente, vislumbra novas oportunidades com a fruta aliada ao turismo rural. 

Tudo começou quando os irmãos Marildo e Vanildo acessaram uma matéria sobre a fruta. Na época, os dois filhos de agricultores tiveram a ideia de aproveitar uma área que tinham no interior do município para implantar o pomar. Depois de muito estudo e planejamento foram destinados 1.500 hectares do local para o plantio das primeiras mudas. Atualmente, são 2.100 pés de oito variedades cultivadas pelos irmãos, sendo que três destas já estão produzindo frutas – duas das variedades de polpa roxa e uma da branca. Nas próximas safras, eles também terão frutas das variedades como a pitaia amarela de polpa branca. Eles também optaram por implantar o sistema de irrigação no pomar e trabalham com a cobertura verde do amendoim forrageiro para o fornecimento de nitrogênio às plantas.

– Nosso objetivo sempre foi o cultivo orgânico das pitaias, por isso, desde o início investimos em insumos e adotamos manejos que respeitem esse sistema de produção para auxiliar no processo de certificação. Nesta temporada, esperamos colher cerca de 3 mil quilos de pitaias – adianta Marildo. É válido ressaltar que a fruta tem um valor agregado no mercado e tendo em vista a exigência dos consumidores nos últimos anos, o cultivo orgânico pode vir a somar nesse valor.

O escoamento das frutas da família Isoton também é regionalizado. E sabendo da disponibilidade das pitaias, a propriedade é procurada pela população nos períodos de colheita, onde adquirem e degustam a fruta exótica. Eles enxergam nas pitaias um nicho de mercado promissor e já que estão em município também alicerçado no turismo, eles pretendem estruturar a propriedade para receber turistas no futuro. Para isso, eles participam do Grupo de Turismo Rural, coordenado pelo Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar e administração municipal, que visa fomentar a atividade no município, gerando mais renda e qualidade de vida às famílias rurais.

– É uma fruta com diversos benefícios à saúde e chama atenção das pessoas pelas características visuais e sabor. Acreditamos que aliada ao turismo, a nossa produção alcançará mais mercados e a fruta será mais conhecida na região – acrescenta Vanildo.

 

Fonte: Rafaela Rodrigues/Novo Rural

Foto: Reprodução/Google

Martinho
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