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Meningite: situação de casos na região é normal

Postado dia 16/09/2019

Meningite: situação de casos na região é normal

População deve estar atenta aos sintomas, especialmente, do tipo bacteriano

A morte de um jovem de Palmeira das Missões, na semana que passou, após hospitalização em Ijuí, despertou medo na comunidade regional sobre os perigos da meningite. O paciente morreu com suspeita de um tipo bacteriano da doença. A enfermidade refere-se a uma inflamação nas meninges, membranas que revestem o sistema nervoso central. Pode ser causada por diferentes agentes etiológicos como vírus, bactérias, fungos e protozoários e também pode ocorrer por outras causas como traumatismos, por exemplo.

No Rio Grande do Sul, conforme informações da Secretaria Estadual da Saúde, até agora, foram registrados seis óbitos em 2019 – Canoas, Santa Maria, Alvorada, Viamão e dois em São Leopoldo –, de um total de 36 casos notificados. A estatística ainda não conta o caso do paciente de Palmeira das Missões.  Na região de abrangência da 15ª Coordenadoria Regional de Saúde, que está localizada em Palmeira das Missões, entre 2007 e 2019 foram oito casos, com três mortes registradas em 2018.

Já na área de atuação da 19ª CRS, com sede em Frederico Westphalen, foram confirmados em 2019, dois casos de meningite bacteriana. Segundo a responsável pelo Setor de Epidemiologia da Regional, Jeanine Vargas, é um número considerado normal, pois, geralmente, há entre oito e 10 notificações anualmente nos municípios abrangidos pelo órgão. Até agora, não foi emitida nenhum alerta da SES sobre o Estado estar em risco em virtude da doença.

Tipos mais comuns

Os tipos principais de meningite são a viral (a mais comum) e a bacteriana (menos comum). A meningite viral é causada, geralmente, por vírus intestinais, que provocam diarreia. Esse tipo é mais leve e o paciente melhora sozinho em poucas semanas. Não precisa, de modo geral, de antibióticos e de internação. Não é fatal e não costuma deixar sequelas.

Já a meningite bacteriana é grave, apesar de ser mais rara. Pode ser causada por diversas bactérias que tem o poder de chegar nas meninges, mas atualmente duas delas são as mais importantes: o pneumoco, causador também de sinusite e pneumonia, e o meningococo. O quadro é agudo e dramático, configura uma emergência médica. Exige internação imediata (geralmente em UTI), isolamento respiratório para evitar contaágio de outras pessoas, antibiótico imediato.

Sintomas e tratamento

Os sintomas principais são dor de cabeça (geralmente constante e difusa), náuseas e vômitos, sinais gerais de infecção, como febre, calafrios, dores no corpo, mal-estar. No caso da meningite bacteriana, mais grave, o paciente pode ficar sonolento, confuso e surgir lesões avermelhadas na pele.

O tratamento depende do tipo. Na meningite viral, usa-se medicação para os sintomas de febre, dor e náuseas. O paciente deve ficar em repouso e se recupera sem necessidade de antibiótico ou de internação. Na meningite por bactérias, o antibiótico deve ser dado rapidamente e na veia, o paciente fica internado em UTI para receber cuidados intensivos.

Transmissão

A transmissão da meningite viral ocorre por contado com pessoas portadores do vírus (secreções orais), alimentos, água e mesmo utensílios contaminados. No caso da bacteriana, o principal meio de contágio é o contato com pacientes doentes ou mesmo portadores assintomáticos da bactéria. Ele reside na cavidade oral e passa de pessoa para pessoa por gotículas expelidas durante a respiração e tosse. Importe frisar que não basta ter contato com o vírus ou a bactéria, é preciso que haja uma predisposição imunológica para que o contato se manifeste como uma meningite.

Prevenção

A prevenção é feita com medidas gerais, como lavar as mãos, alimentar-se bem, evitar contato com secreção oral de pacientes com infecções virais ou bacterianas sem tratamento. Outra recomendação é a vacinação, disponível para o Pneumococo, Haemófilos e para o Meningococo tipo C.

 

 

Com informações de Márcia Sarmento/ FN

Martinho
Francisco.

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